La Jeune Tarentine por Alexandre Schoenewerk, 1871 : Musée d'OrsayLuz púrpura:
Perfume de abril
olhares de que se lembra
(mas que provavelmente nunca os viu).
Luz do dia:
Sono de toda uma noite em claro
sangrando sua alma que de tão vazia continua vagando
entre prazeres e escuridão:
Oscilante sensação.
Luz negra:
Cobertor na cara
cobrindo o corpo,
as feridas da alma,
em momento tolo de reclusão.
Luz branca:
Eis que a lua retorna!
O chamado do lobo ecoa entre montanhas fantásticas
e a mesma percepção:
Mão trêmula, permissiva,
efêmera satisfação.
(Flávia Trigo)
