quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

O menino da floresta


Ele tinha medo
medo do vento
medo do tempo
medo do amor
medo de carinho
medo da violência
medo da doença

Tinha medo de sentir
e de não sentir
medo de chorar
medo de sorrir
medo do sol
e da escuridão
medo das pessoas
e da solidão

Por isso
ele fingia
e fingindo se perdia
e perdido...
Ele tinha medo.

(Flávia Trigo)

6 comentários:

Anônimo disse...

Poeta...

Que a eternidade e a força latente de tuas palavras me façam sentir sempre saudades, para poder usufruir e aprender do teu cantinho...doce e sereno!!!

beijos perfumados de violetas azuis, Flávia-Flor!

Benvinda Palma disse...

Lindíssimo Flor... perfume exótico que expõe a emoção...os sentimentos da alma...parabéns...tua poesia é bela!Poetabeijos/bemtevi

Anônimo disse...

Flor,

Tua poesia brilha e enternece. É raio de sol em dia chuvoso, arco íris em fim de chuva.
O menino se perdeu, mas dessa perda ganhamos nós ... a história, que tão sensivelmente você nos apresentou, emocionou e envolveu.
Leitura de mundo, de vida!!
Quantos meninos já não se perderam de medo???

Lindos teus versos, como eu já pressentia.

Beijos ternurentos

Clau Assi

Samantha Abreu disse...

medo é, ao mesmo tempo, o freio e o empurrão que a gente precisa... e tua brincadeira de palavras foi lindamente poética.
transformar o medo em poesia, talvez, seja uma solução pro menino.
vai saber, né....

Um beijoo!

Manoela disse...

Hum...tadinho dele...tadinha de mim...

Unknown disse...

Oi, Florzinha...

O velho conhecido medo...que paralisa a nossa alma, embrutece nossos corações...
Sublime!
Beijo!
Ana