Sou muito
Sou nada
A fagulha que lhe escapa
Sou morna
Insossa
Beijo-lhe a boca
Como se nada fosse
Sou frígida
disfarço
Em gargalhadas
sórdidas
o maltrato
E no gargalo
da garrafa
amaldiçôo
o dia em que
o conheci
Cuspo do lado
o rancor bem guardado
Com doce sorriso
levanto-me
e parto.
(Flávia Trigo)
a mulher que eu mais amei
Há 7 anos

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