segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Diz que foi


De repente ele acordou
de um sonho
que nem bem começou
Foi um golpe
e não uma escolha

E acordado não queria ver
a realidade tardia
e o sol brilhava...
... Mas tanto fazia

E o que dele restava

urrava!

Já não havia ninguém ao seu lado,
nem uma mão para segurar a sua,
nem uma palavra que lhe trouxesse
tranqüilidade...

E foi assim
de repente um sonho
de repente um susto
de repente

- um fim.

(Flávia Trigo)

Um comentário:

Anônimo disse...

Flormiga,

Você é de uma sensibilidade com as palavras... você é de uma poesia nata.
Amo ler o que você escreve.
Beijos
Clau Assi