quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Princesa de ninguém


Eu, princesa de ninguém
assumo hoje
com dignidade
meu posto
de Café-com-leite

Fui quase namorada
quase esposa
quase amante
quase amiga
quase irmã
quase nada!

Eu, princesa de ninguém
assumo hoje
que sempre soube
ter quase sido...
Mas que no fundo
adoraria sentir-me
amada.

(Flávia Trigo)

8 comentários:

Anônimo disse...

Eu Clau Assi, nem sei se sou princesa de alguém rsrsrsrs mas sei de uma coisa ler teus poemas é bommmmmmmm demais.
Flávia você é poesia pura.
Parabéns!!!!!

Anônimo disse...

ah flá! eu sou suspeitíssima pra falar dos quases... amo as indefinições da vida, amo os quases e os não seis... tudo aquilo que é, se vc é namorada, se vc é esposa, se vc é amiga, vc é só aquilo! que horror! vc está limitada àquilo. eu amo ser quase isso, porque posso ir além disso, ser um "x", um nada, um zero.

mas a poesia que vi nesse poema, é poesia inteira, não tem nada de quase não, princesa da poesia.

beijos

*

Unknown disse...

Lindo poema...tb sou princesa de ninguém!
=(
bjos

Altair de Oliveira disse...

Nossa!!!

Este amei, moça!!!

Unknown disse...

Princesa é um estado de ser...
Estado de moça...
de poetiza...
de solidão.
afinal nada é perfeito, ou então seria muito chato hihihih
Alguém já disse que pessoas interessantes são homens de futuro e mulheres com passado.

Lindo seu poema! Parabéns!

Tainã Alcântara disse...

Texto perfeito!
Posso postar no meu blog?

Abraços

Douguelvis disse...

Olá.. nossa.. muito lindo seu poema, virei fã =)
parabéns mesmo.. eu amo poemas e um dia quem sabe não faço um blog tão legal qto o seu...
abraço e tudo de bom princesa =)

Unknown disse...

Uau!Obrigada, lindo! _ no caso de ainda achar o mesmo, tanto tempo depois! ;)