
Frio
Gotas de chuva – gelo por dentro
Descontentamento.
Nada de afetos e papinhos afins
Sorriso sem graça
sem a menor vontade de não sê-lo.
Mãos que se dão
Asco e mais nada
Ela entra: Bela.
Sorrisos calorosos – falsidade entre covardes.
Gargalhadas escandalosas
Bebida
Comida
e som
E o tempo se esvai...
Silêncio
Frio
Gotas de chuva - gelo por dentro
Descontentamento.
(Flávia Trigo)

5 comentários:
Bacana o poema.
Desfazer as máscaras sempre é a estrada, tirá-las e dar a cara a tapa.
Beijos e abraços.
Cássio Amaral.
....quem sabe na Sala esteja o irreal , o silêncio , o calor!
...quem sabe na Sala esteja o SOL!
Atravesse a Ante Sala e se instale
aonde houver o contentamento!
beijos Flor!
Ah... Flávia... meu coração está vivendo uma época de “ante-sala’... não vejo a hora de entrar logo na sala e encontrar o SOL...
Parabéns pelo lindo poema, cheio de sensibilidade, como sempre!
Bjs. e PAZ, sempre!
Flormiga,
Tão poema é tão real que dá pra sentir o arrepio de frio na pele.
Lindo e sensível poesia, minha amiga.
É sempre muito intenso o que encontro por aqui.
Beijos
Clau Assi
Ah, Flavinha, essa ante-sala conheço bem...
Saudades, amiga!
Precisamos nos rever e descobrir de onde nos conhecemos...
Beijo!
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