quarta-feira, 4 de junho de 2008

Ante-sala



Frio
Gotas de chuva – gelo por dentro
Descontentamento.
Nada de afetos e papinhos afins
Sorriso sem graça
sem a menor vontade de não sê-lo.

Mãos que se dão
Asco e mais nada
Ela entra: Bela.

Sorrisos calorosos – falsidade entre covardes.
Gargalhadas escandalosas
Bebida
Comida
e som


E o tempo se esvai...

Silêncio
Frio
Gotas de chuva - gelo por dentro
Descontentamento.


(Flávia Trigo)

5 comentários:

enten katsudatsu disse...

Bacana o poema.

Desfazer as máscaras sempre é a estrada, tirá-las e dar a cara a tapa.

Beijos e abraços.

Cássio Amaral.

Anônimo disse...

....quem sabe na Sala esteja o irreal , o silêncio , o calor!

...quem sabe na Sala esteja o SOL!

Atravesse a Ante Sala e se instale
aonde houver o contentamento!

beijos Flor!

Dalva Nascimento disse...

Ah... Flávia... meu coração está vivendo uma época de “ante-sala’... não vejo a hora de entrar logo na sala e encontrar o SOL...

Parabéns pelo lindo poema, cheio de sensibilidade, como sempre!

Bjs. e PAZ, sempre!

Anônimo disse...

Flormiga,

Tão poema é tão real que dá pra sentir o arrepio de frio na pele.
Lindo e sensível poesia, minha amiga.
É sempre muito intenso o que encontro por aqui.

Beijos

Clau Assi

Unknown disse...

Ah, Flavinha, essa ante-sala conheço bem...

Saudades, amiga!

Precisamos nos rever e descobrir de onde nos conhecemos...

Beijo!