quinta-feira, 5 de junho de 2008

Eu quero




Escondo-me
entre segredos
e lendas
entre o óbvio e o irreal
entre infantilidades
e futilidades
entre o que perdi
e aquilo que ainda não encontrei

Eu queria tanto ter
... ser

Mas ainda não posso
e não sou!
Não tenho
e não sei se um dia terei
Mas continuo com meus passos
demasiadamente lentos

- flutuando entre o meu real
e outros espaços -

Cada vez mais mimados por mim mesma
e exigentes de maior franqueza
entre caminhos que já tracei
e aqueles que nunca imaginarei.


(Flávia Trigo)

4 comentários:

Unknown disse...

Querendo ou não, você já é, Florzinha!!
Linda você, lindas suas palavras.
Beijo!

POESIA CÁ E LÁ disse...

Flor, minha amiga poeta,

Tua poesia é lírica e extremamente humana. Todo mundo se vê nela ( o hoje, o ontem e vislumbra, talvez um pouquinho da amanhã). Passar por ela é como passar diante de um espelho. Espelho poético que você adorna com molduras encantadoras e delicadas.
Parabéns!!

Beijos

Clau Assi

Dalva Nascimento disse...

Flavinha

gosto muito dos teus versos
Tu ficas transparente quando escreves,
transparece sua sensibilidade...

tanto, que tenho a impressão
de conhecer-te muiiiitooo!

(Ousei até chamar-te de Flavinha...
rsrs)

Beijos, querida!

Unknown disse...

Flávia querida, antes agradecer-te muito a indicação. A palavra que explica meu sentir aqui é: encantamento.
Nos sentires e quereres, penso que ao final, e cada um ao seu modo, nos universalizamos.
Inspire-se e volte com tudo. Publique no Face.
Beijos, abraços, carinhos...

Suzi Amaral