(VAN GOGH, Vincent)Pés que pisam
chão que é de pó
o vento levando perfume
arranca até roupa
mas não estanca
a dor, o sangue
e o medo de estar só
(era uma tristeza tão grande
que os pensamentos perdidos
só faziam escurecer
era um misto de desilusões e mágoas
daquelas de emudecer
e do tempo, o que se esperava –
um dia de sol quente
com fortes braços de raios a envolver.
Eram noites
eram dias
na verdade, um tanto faz:
querer, sonhar e viver)
Pés que pisam
chão que é de pó
névoa que seca os olhos
que enterra os sonhos
num lugar tão profundo
em que o vento canta
mas não estanca
a dor, o sangue e o medo de estar só.
(Flávia trigo)
chão que é de pó
o vento levando perfume
arranca até roupa
mas não estanca
a dor, o sangue
e o medo de estar só
(era uma tristeza tão grande
que os pensamentos perdidos
só faziam escurecer
era um misto de desilusões e mágoas
daquelas de emudecer
e do tempo, o que se esperava –
um dia de sol quente
com fortes braços de raios a envolver.
Eram noites
eram dias
na verdade, um tanto faz:
querer, sonhar e viver)
Pés que pisam
chão que é de pó
névoa que seca os olhos
que enterra os sonhos
num lugar tão profundo
em que o vento canta
mas não estanca
a dor, o sangue e o medo de estar só.
(Flávia trigo)

2 comentários:
Flormiga minha,
Tua poesia é coisa maravilhosa. Irretocável!!!
Me esbaldo cada vez que venho aqui.
Beijos ternurentos
Clau Assi
Que coisa mais linda!!!~
Mais doce q doce de batata doce (já falei isso não foi? rsrs)
Adoro sua poesia...esse em especial eu me apaixonei...
Escreve mais q a Paty lê =)
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